O errado vai te encontrar em paz e te deixar em pedaços. Já o certo vai te encontrar em pedaços e te trazer paz.
O errado quase sempre chega manso, confortável, sedutor. Ele nos encontra em paz, quando tudo parece estável, e promete facilidade, prazer imediato e atalhos. Mas depois cobra caro. O que parecia inofensivo começa a desmontar nossa consciência, nossos valores e até nossa identidade. Ele não destrói de uma vez — ele fragmenta aos poucos, até nos deixar em pedaços.
Já o certo raramente é confortável no início. O certo nos encontra em pedaços porque, muitas vezes, só o buscamos quando estamos quebrados, arrependidos, cansados das próprias escolhas. Ele exige renúncia, humildade, responsabilidade. Dói no começo, confronta nosso orgulho, nos faz encarar verdades que evitamos. Mas é justamente aí que começa a reconstrução.
O errado anestesia e depois machuca. O certo confronta e depois cura. Um oferece prazer imediato e culpa tardia; o outro oferece esforço inicial e paz duradoura. No fim, a diferença não está apenas no caminho, mas no destino. Escolher o certo pode parecer perder algo agora, mas é ganhar descanso para a alma depois.
Sabedoria não é escolher o que é mais fácil — é escolher o que nos mantém inteiros. Porque a verdadeira paz não é a ausência de conflito momentâneo, mas a tranquilidade de saber que o coração está alinhado com aquilo que é correto.
0 $type={blogger}: