Humanos inventaram o espelho, mas então começaram a usar filtros, porque o espelho era honesto demais.
Humanos inventaram o espelho para enxergar a própria imagem, mas quando o reflexo começou a revelar mais do que a aparência — quando mostrou cansaço, insegurança, imperfeições e verdades — muitos preferiram criar filtros. O espelho é honesto: ele não suaviza falhas, não esconde marcas, não edita a realidade. Ele simplesmente mostra.
Os filtros representam a tentativa de controlar como somos vistos, de maquiar fragilidades e ajustar o que, no fundo, ainda não aprendemos a aceitar. É mais fácil alterar a imagem do que transformar o interior. É mais confortável editar a foto do que confrontar a própria alma.
Mas há sabedoria em encarar o espelho sem medo. Crescimento começa quando aceitamos quem somos — não a versão ajustada, mas a verdadeira. Quem aprende a lidar com a própria verdade não precisa de filtros para se sentir suficiente. A paz nasce quando a imagem externa não precisa esconder a realidade interna.
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