Quem vê demais, acaba não cabendo em lugar nenhum. — Friedrich Nietzsche.
Quem “vê demais” é quem desperta, quem enxerga além das aparências, das convenções e das mentiras confortáveis. Quando os olhos se abrem, a alma já não se satisfaz com o superficial, e o mundo comum passa a parecer estreito demais.
O despertar espiritual traz lucidez, mas também solidão. Ao compreender certas verdades, a pessoa deixa de se encaixar em ambientes que vivem de ilusões, máscaras e automatismos. Não é orgulho, é incompatibilidade de espírito.
Não caber em lugar nenhum não é perda, é transição. Significa que a consciência cresceu, mas o ambiente ainda não. Quem desperta passa por um “desencaixe” necessário até encontrar um espaço alinhado com sua verdade interior.
Ver demais é carregar responsabilidade, sensibilidade e discernimento. É caminhar com menos ruído externo e mais profundidade interna.
No fim, quem vê demais não se perde — se prepara. Porque só quem enxerga além do óbvio consegue viver com sentido, verdade e propósito, mesmo que o caminho seja mais estreito e silencioso.
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