Antes de me julgar, encare o inferno que eu encarei. Afunde, quebre, sangue. E só então, tente se levantar como eu levantei.
Ninguém conhece a profundidade das batalhas que o outro enfrentou. Antes do julgamento, existe uma história marcada por lágrimas, quedas e feridas invisíveis — como Jó, que sofreu sem ter culpa, mas permaneceu diante de Deus.
“Encarar o inferno” não fala de condenação eterna, mas de vales profundos da alma, onde a fé é testada e o coração parece não suportar mais. É o vale da sombra da morte (Salmos 23), onde muitos passam sozinhos, sustentados apenas pela graça que não falha.
Afundar, quebrar e sangrar representa o processo que Deus permite para nos formar. Assim como o trigo é esmagado para virar pão, o servo é provado para gerar testemunho. Não é fraqueza cair; fraqueza é desistir de se levantar.
Levantar-se, como diz a frase, não é mérito humano, é obra divina. É Deus quem estende a mão, restaura os ossos quebrados e transforma dor em maturidade espiritual. Quem se levanta após a queda carrega marcas, mas também carrega autoridade.
Antes de apontar o dedo, lembre-se: só Deus conhece o caminho que alguém percorreu para ainda estar de pé. E quem venceu o vale não se exalta — glorifica a Deus.
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