Depois que Deus me fez engolir o 'se fosse comigo' eu nunca mais opinei em nada. Eu sou vaso de barro, se Ele quiser me quebrar, Ele vai, para eu recolher a minha insignificância.
É muito fácil dizer "se fosse comigo" quando estamos olhando a dor, a luta ou os erros de outra pessoa de fora. Porém, quando Deus permite que enfrentemos situações parecidas, percebemos o quanto somos limitados, frágeis e dependentes da Sua graça. É nesse momento que o julgamento dá lugar à compaixão.
Deus usa as circunstâncias para moldar o nosso caráter. Ele quebra o orgulho, a autossuficiência e a falsa sensação de que sempre agiríamos melhor do que os outros. Como o barro nas mãos do oleiro, somos transformados para refletir mais de Cristo e menos de nós mesmos.
Reconhecer que somos "vasos de barro" não significa viver sem valor, mas admitir que toda a nossa força, sabedoria e capacidade vêm de Deus, e não de nós mesmos. Quanto mais entendemos isso, menos julgamos as pessoas e mais estendemos misericórdia, porque sabemos que também dependemos diariamente do perdão e da direção do Senhor.
Quem anda com Deus aprende que nem tudo entende, nem toda dor conhece e nem toda batalha consegue imaginar. Por isso, antes de apontar o dedo, escolhe orar; antes de condenar, escolhe amar; e antes de dizer "eu nunca faria isso", lembra que é a graça de Deus quem o sustenta de pé todos os dias.
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