Abraão: 'Sou pó e cinzas'. Jó: 'Eu me abomino'. Isaías: 'Sou impuro'. Pedro: 'Sou um pecador'. Paulo: 'Sou o principal dos pecadores'. Crente de hoje: 'Sou mais raro que o ouro puro de Ofir'.
Isso revela um contraste direto entre os grandes homens de Deus na Bíblia e a postura de muitos cristãos hoje. Abraão, Jó, Isaías, Pedro e Paulo, mesmo sendo profundamente usados por Deus, nunca se exaltaram. Quanto mais perto eles chegavam da santidade divina, mais conscientes ficavam da própria fragilidade.
Na presença de Deus, eles não se sentiram grandes, mas pequenos. Não porque eram inúteis, mas porque entenderam quem Deus é. A verdadeira espiritualidade não nasce da comparação com os outros, mas do encontro real com a glória, a justiça e a pureza do Senhor.
O problema apontado na frase é o orgulho espiritual moderno. Um crente que se enxerga como “mais raro que o ouro puro de Ofir” perdeu a consciência da graça. Quem se acha especial demais já não depende mais de Cristo, e quem não depende de Cristo já se afastou do centro do evangelho.
A Bíblia nos ensina que a humildade não diminui o valor do cristão, ela o posiciona corretamente. É quando reconhecemos nossa condição que a graça nos alcança com poder. Deus não resiste ao pecador quebrantado, mas resiste ao orgulhoso, mesmo quando ele se chama crente.
No Reino de Deus, os mais fortes são os que sabem que sem Ele nada são. A maturidade espiritual não nos faz subir num pedestal, ela nos coloca de joelhos. E é exatamente aí que Deus opera, transforma e exalta no tempo certo.
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